sexta-feira, 13 de julho de 2012


"Habita, nas entranhas dos sonhos, um tempo perdido. Brota, da putrefação dos costumes, um caminho. Corre, nas marchas de cada plano, um adeus não pronunciado. Estancia, em juramentos, pedidos perdidos. Escorre, entre os punhos retesados, medos. Corta, palmas das mãos e solas dos pés, escolhas. Arranha, garganta afundo, pedidos. Camufla-se, nas pupilas, fugas. Nasce, nos passos, a morte. Parte, nos dias, a vida."
 
Letícia Rosa

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